sábado, 26 de março de 2016

Os Maias - Resenha

Boa tarde!!
Está tudo fixe?
A obra de leitura obrigatória para o meu ano (para português) é Os Maias!
Já que passei vários dias a ler esta obra com, ao todo, 734 páginas (pelo menos a minha cópia, mas a minha cópia é antiga e a história está dividida em dois volumes, )… Onde é que eu ia?
Ah! Já que passei tanto tempo a lê-lo e acho que é uma obra que nos deixa a pensar, achei que seria interessante fazer uma resenha da mesma. Então vamos lá!


Ficha Técnica
Título: Os Maias (é o título original visto que a obra é portuguesa)
Autor: Eça de Queirós
Nº de páginas: 734

Sobre o autor (coisa nova J, decidi complementar as resenhas com informações do autor!! )
José Maria de Eça de Queiroz (1845-1900) foi um dos mais importantes escritores portugueses da história.
Foi autor, de romances de reconhecida importância como Os Maias e O Crime do Padre Amaro; este último é considerado por muitos o melhor romance realista português do século XIX.


A ação de Os Maias passa-se em Lisboa, na segunda metade dos séc.XIX.
Esta obra retrata a burguesia portuguesa no final do século XIX acabando, igualmente, por criticar socialmente e politicamente a sociedade dessa mesma época.
Para além de relatar a história de três gerações da família Maia ( O patriarca da família, Afonso da Maia, o seu filho, Pedro, e o seu neto, Carlos), também nos dá a conhecer a história do trágico amor de Carlos da Maia e Maria Eduarda.
Esta tragédia começa quando Pedro Maia se apaixona por Maria Monforte, conhecida como a negreira e filha de um homem com um passado polémico. Sem o consentimento do pai, Pedro da Maia casa-se com Maria causando a separação de pai e filho.
Maria Monforte e Pedro acabam por ter uma filha e depois um filho. Porém, Maria abandona Pedro e foge com um amante levando também a sua filha com o pretexto de já estar muito apegada à menina.
Pedro da Maia, depois de muitos anos sem ver Afonso, vai ter com o pai num estado desesperado… Este acolhe o filho e o neto; Porém, Pedro não resiste à dor que sente e suicida-se.
O filho de Pedro, Carlos, fica aos cuidados de Afonso tornando-se um homem inteligente e forte, no entanto estas qualidades não evitaram a desgraça que se abateu sobre si.
E mais não conto! Acho até que contei demais… Não?

Achei o livro denso e cansativo devido ao exagero dos detalhes e descrições. Perdi-me na quantidade de jantares e festas em que Carlos da Maia e o seu companheiro João da Ega participaram!! Fiquei tão aborrecida nestas partes!! (Ai se a minha professora de português lê isto … ahah) Para além de algumas personagens chatas que não contribuíram, na minha perspetiva, NADA para a intriga.

Embora ter achado algumas partes secantes, adorei e fiquei super interessada e intrigada com outras partes!
Não é um livro que se leia bem, não! Exige muita paciência e afinco no entanto, é uma história que fica na memória.
Não vou avaliar este livro de 1 a 5 porque estou ainda um pouco baralhada com o que sinto sobre este livro uma vez que senti sentimentos distintos enquanto lia, deste ódio, interesse até desespero! Ahah

Vocês já leram este livro? Se sim, o que acham do mesmo?
Até à próxima!


                                               -Banal Girl

5 comentários:

  1. Estudei "Os Maias" no secundário mas só li algumas partes (as mais importantes). No entanto, já olhei várias vezes para o livro e pensei em ler toda a história, só por lazer e sem me sentir obrigada.

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  2. Adoro "Os Maias", principalmente o Damaso ;) Na escola, não me interessei muito pela estoria, mas depois ao fim destes anos, voltei a pegar no livro e a desfrutá-lo como deve ser haha :D

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  3. Já li o livro mas há muitos, muitos anos. Contudo, gostava de o reler.

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  4. É o meu livro preferido... Sim, é denso. Sim, é cheio de detalhes, mas todos eles são importantes para contar a história: o Ramalhete é descrito com pormenor porque é tão vital como qualquer outra personagem e ao descrever quem o decorou, estava a descrever o Afonso e o Pedro da Maia... Acho-o um livro fascinante. A minha cópia já está velhinha de tão lida!

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